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Boas Notícias – Histórias de Vida que InspiramN.º 7

Superar não é vencer sempre

 

Há histórias que começam numa urgência e acabam num caminho. A desta atleta é assim. Não nasceu para colecionar medalhas, mas fez da persistência o seu pódio.

Chama-se Flor Madureira. Começou a correr aos 12 anos, fez uma pausa aos 17 e, aos 39, retomou com um propósito claro: acompanhar a irmã na recuperação de uma hemorragia cerebral. A corrida voltou a ser o fio que as ligou. Primeiro para apoiar, depois para continuar.

Entre trabalho, treinos e família, Flor aprendeu a acordar cedo, a ajustar o ritmo, a chegar ao fim do dia e ainda dar colo a quem necessitava.

Flor nem sempre correu por pódios. Muitas vezes fê-lo apenas para estar.

Para terminar.

Para provar a si mesma que ainda havia mais um passo.

Com o tempo, começou a ajudar outros que também viam na corrida uma forma de concretização pessoal: marcar trilhos, entregar dorsais, servir sopa quente no fim das provas. Gosta de ver quem chega pela primeira vez e dizer o que gostaria de ter ouvido quando começou: cada corpo tem o seu tempo, a consistência ganha à perfeição, desistir num dia não estraga o caminho todo.

Hoje, a chegar aos 60, continua a somar quilómetros e presença. A sua história não é de recordes. É de cuidar dos seus e de si, sabendo que o segredo da superação é simples: voltar no dia seguinte.

O que a Flor nos lembra é simples e poderoso. O corpo aprende com a repetição. O coração encontra lugar no cuidado. E a vida muda quando escolhemos um pequeno gesto e repetimo-lo até ser hábito. Superar não é vencer sempre. É aparecer, mesmo nos dias em que custa, e dar o passo que ainda falta.

E tu, qual é o pequeno gesto que vais repetir amanhã para cuidares de ti e de quem amas?

 

Fonte de informação:

Vitor Dias – “Flor Madureira: quatro décadas de amor pela corrida e pelas montanhas”. Correr por Prazer. (17 de Novembro de 2025).

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