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Boas Notícias – Histórias de Vida que Inspiram: N.º 8

Letra a letra…

 

Nunca é tarde para aprender! E esta história de vida é um exemplo disso.

Em criança, Maria da Conceição Gonçalves ficou no campo, a trabalhar e a guardar ovelhas, enquanto os irmãos iam às aulas. Décadas depois, decidiu concretizar um sonho: aprender a escrever o próprio nome.

Aos 70 anos entrou numa sala de alfabetização e começou pelo princípio. Traços, letras, sílabas. A mão habituou-se ao lápis, o ouvido às palavras ditas devagar. Primeiro para assinar. Depois para ler o mundo.

Entre a lida da casa, os cuidados à família e o trabalho na terra, arranjou tempo para estudar todos os dias. A cozinha serviu de mesa de estudo, a vizinhança foi rede de apoio e a paciência tornou-se ferramenta de trabalho. Erro a erro, página a página.

O caminho não foi sempre suave. Letras teimosas, vista cansada, noites longas. Muitas vezes foi preciso voltar atrás e repetir. Um caderno manchado corrige-se, uma linha torta reescreve-se, um esquecimento treina-se. Problema a problema, palavra a palavra.

A aprendizagem saiu da sala de aula e entrou no quotidiano. Ler receitas, anotar contas, escrever bilhetes para os netos, reconhecer o próprio nome nos papéis. Mais do que competências, chegaram voz e autonomia. E o exemplo alargou-se a outras pessoas que tinham adiado a escola.

Agora, aos 89, recebeu em Coimbra o diploma que celebra este percurso. Não é uma história de títulos, é de dignidade, acesso e persistência.

O que fica é simples e poderoso. O conhecimento constrói-se com passos curtos e repetidos. O amor-próprio cresce quando conquistamos pequenas independências. E a vida muda quando, mesmo tarde, damos aos sonhos de infância a oportunidade que nunca tiveram.

E tu, qual é o sonho de infância que nunca realizaste?

 

Fonte de informação:

Notícias de Coimbra (site)

Créditos da foto: TVI

 

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